segunda-feira, 29 de setembro de 2008

LAMENTO


Além, muito além das fronteiras da alma
Sonho eu com este ar de liberde.
Levado pelo minuano e pelas maresias açoitadas
Por este mar de poesia nos fins de tarde.

Além, bem posterior a realidade
Faço eu fronteira entre as utopias
Pestanejo sobre este territótio do medo
Sobre este perigo que corrompe as almas...

Pelo visto, é disto que somos feito.
A sedução do sonho e o grilhão medonho do medo,
E a mania da densa mediocridade.

Pois muito além do próprio sonho, estou eu.
Aboiando com o berrante da poesia parte minha que se projeta,
E lamentando a que por medo ficou sentada vendo o fim da tarde.

3 comentários:

Filhas da Pagu disse...

Isso mesmo. Pelo medo da renúncia em qq escolha às vezes ficamos no caminho do meio, o da mediocridade.
Beijos

Ana. disse...

Sempre o medo a nos paralisar. Será que isso é pra sempre? Gostaria de um dia me libertar disso.

J. Caribé disse...

Eu admiro muito quem faz poesia, porque eu mesma não sei fazê-la. Muito bonito aqui.
E obrigada pela visita. Apareça sempre que puder e quiser.

Beijos.