quarta-feira, 30 de abril de 2008

OLHOS


Onde tateiam teus olhares perdidos
Em que colinas vão eles apalpar
Em que áridos desertos corre infindo
A cor intrigante desse imenso olhar

Olhos que vêem o que está em minha mente
Que enxergam tudo de nós que ficou atrás
Que cheiram o futuro de cada semente
Que ouvem as notas que a música nos faz

Olhos cansados, olhos dementes
Olhos não mentem, e os teus jamais
Olhos de ira e uma lira somente
Há de cantar-lhe, só ela é capaz.

Some o poeta, mas não de tua mente
Vós me enxergas, vê tudo o que vai
Dê-me asas para que eu veja horizontes
Enfim, dê-me teus lábios, para uma lágrima que cai.

2 comentários:

Nara disse...

Muito bom! Como tudo o que o Sávio se propõe a fazer e que, infelizmente, conheço pouco...porém o suficiente para garantir o que acabo de afirmar.
Parabéns Sávio!

Anônimo disse...

Outro poema lindo também....