segunda-feira, 11 de agosto de 2008

VATES


Olho a noite e as brumas que a fazem
Vejo os poetas e os versos que vagueia pelas ruas
E a minha pena que nada escreve, nada vale
Como nada vale cantar mais coisa alguma

Estalam os olhos de planetas e de satélites
Debruçam os olhos sobre os mistérios desta noite
Sente o poeta que não escreve, estes olhares
Sente o poeta que verseja coisa alguma

Sente o vate que não escreve mil pesares
Escreve um outro dores que não sentiu nenhuma
Sangra um peito invisível mil verdades
Gritam verdades um peito que não tem nenhuma

Passos andam pelas ruas, nos cabarés
Boleros ilustram habilidades fúteis
Passos estanques de um vate de viés
Que não são vistos, mas que porém, são bem mais úteis.

4 comentários:

Thiago Assis disse...

Gosto de escrever poesias, não de mostrá-las, apenas de escrevê-las.
Infelizmente acho que faz mais de um mês que não faço nenhuma... será normal isso?
Saindo desse assunto e indo para a tua.

Você parece gostar muito de citar o universo, né? Satélites, planetas e algo do tipo. Interessante isso... principalmente porque hoje se tem várias visões de estrelas e astros distantes que não se tinha há alguns anos.

Abraço.

Filhas da Pagu disse...

Inclina a pena, liberta a alma porque o que você escreve sempre vale.
Bjs
Karol

Carlos Rafael Dias disse...

Você é um vate à moda antiga, mas muito moderno ao mesmo tempo. Gosto muitodessa sua "ingrizia"...

Van disse...

Sempre vale, querido.
Sempre vale.

Beijucas