quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A criação

Ia passando displicente, ao fim de tarde
Ia passando desatento pela madrugada
Olhos nos olhos o fitar.
Tem dias que surge meigo, e nos vem fácil
Fraterno.
Noutros corre, persigo-o.
Dobra em esquinas, ligeiro,
Corre entre ruelas, veredas, passos largos...
Derrapo, suspiro suando, mas por fim o detenho.
Pego cá o poema entre meus dedos,
Ele uivando, rebelando-se.
Amanhã o terei ameno, como as sombras
No fim de tarde.
Imagem: "A crição do Homem", detalhe da Capela Sistina.
Michelangelo ("Miguel Ângelo") di Ludovico Buonarroti Simoni (Caprese, 6 de Março de 1475Roma, 18 de Fevereiro de 1564).

3 comentários:

Domingos Barroso disse...

É tal entrelaçamento
entre ossos e nuvens etéreas
que se sente o contentamento
do mormaço poético.

Um forte abraço,
meu camarada.

Antônio disse...

Obrigado pela visita Domingos. Bom tê-lo por aqui.

onedelicatebutterfly disse...

Oi menino!
Mudei meu blog...copiei os posts antigos pro novo e vou te seguir ooooutra vez...rsss
Beijinho de luz!

p.s

Linda escrita!!!